Hotéis do Algarve com escassez de capital humano

Hotéis do Algarve com escassez de capital humano

Hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve necessitam de mais 8 mil trabalhadores até ao final de 2023. 

Quem o revela é a AHETA, Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, através de um estudo conduzido com base nos seus associados.  De acordo com os números divulgados, os associados da AHETA têm atualmente cerca de 17.000 empregados, precisando de aumentar em cerca de 30% esse número. 

Hélder Martins, presidente da Associação, admite que o setor “Gostaría que o Governo tivesse visão” para ajudar na resolução dos problemas que se fazem sentir, entre os quais a falta de mão-de-obra e a intensa carga fiscal, tanto para empresas como para trabalhadores. 

Apesar desta lacuna no que toca a trabalhadores, é de realçar que as condições de trabalho no turismo e hotelaria têm vindo a registar “uma melhoria progressiva, no que toca à estabilidade e salário”.

O esforço para atrair mão-de-obra já não é de agora, com a subida de salários a destacar-se. Estima-se que o atual salário médio no setor esteja nos 1.013€ - quase o dobro relativamente há 5 anos. Hélder Martins declara que um dos objetivos será continuar a subir salários, e fala na ideia da criação de um subsídio de habitação, que seria comparável ao subsídio de alimentação - não havendo aumento da carga fiscal para o trabalhador. 

Uma das possibilidades para colmatar a escassez de capital humano será começar a recrutar no estrangeiro, sendo que a recente decisão do Governo em estabelecer um protocolo de livre circulação de trabalhadores para o setor com os países de língua oficial portuguesa, Marrocos e Índia poderá ajudar neste sentido.


No entanto, a escassez e o preço da habitação na zona podem ser entraves e tornar difícil o recrutamento de trabalhadores de fora. Este é outro ponto que a AHETA gostaría de ver solucionado, admitindo que “O custo do alojamento é o maior entrave para que as pessoas venham trabalhar para a nossa região”. 


Fontes: Sic Notícias, Observador